quinta-feira, 20 de abril de 2017

O preconceito com as mulheres profissionais de educação física

O preconceito com as mulheres profissionais de educação física


As mulheres vêm ganhando cada vez mais espaço dentro de diversos ambientes onde homens eram predominantes, como por exemplo, na academia. Antigamente era muito difícil achar mulheres personais, elas eram encontradas na maioria das vezes dentro de uma sala de aula ou na quadra de uma escola.

O ambiente é e sempre foi preconceituoso e pensando nisso, nós montamos essa matéria através de uma sugestão de uma leitora do Portal da Educação Física, com o foco de abordar o tema “girl power” nas academias.

Quando digo preconceito não cito apenas aqueles comentários machistas que são extremamente comuns quando você é professora ou quando você também é aluna: “alguns alunos (homens) preferem ficar perdidos com alguns exercícios do que me pedir ajuda pelo simples fato de eu ser magra e ser mulher. Eles preferem esperar chegar um professor do sexo masculino do que serem ajudados por mim”, diz Roberta da Costa, personal trainer.

Mas, tudo bem, senhor Super Herói. Pode até ser que a profissional do sexo feminino não consiga realmente levantar o seu peso, mas pode ter certeza que ela pode te ajudar com toda a técnica e cuidados que tem e aprendeu nesses tantos anos de estudo.

A roupa também sempre foi um problema para a profissional de educação física. Os homens podem ir treinar ou dar aulas de bermuda soltinha e camiseta que está tudo certo, mas a mulher não pode colocar uma legging e trabalhar tranquilamente sem receber cantadas e olhadas o tempo inteiro. A estudante de Educação Física da Uninove, Carolina Oliveira de Moraes, conta algumas situações do seu dia a dia.

“A universidade onde eu estudo sugere para que todos os alunos usem uniforme. Isso mesmo, uniforme! Ou seja, eles estudaram para que aquela vestimenta fosse adequada para cada situação que passamos dentro dos anos de aprendizado, mas na teoria é isso, na prática sabemos que é bem diferente. Apesar de usar o uniforme, eu tenho que me preocupar o tempo todo com a minha roupa e isso é bizarro porque eu sofro muito assédio, seja dentro da academia da universidade, dentro da aula ou quando estou indo para casa. Depois de alguns anos de faculdade percebi que não importa qual roupa que eu estou usando que eu serei assediada mesmo assim dentro da academia e isso é muito desconfortável”, desabafa.

Depois desses dois depoimentos, eu como mulher, jornalista e frequentadora de academia tento fazer uma reflexão sobre tudo isso. A minha área de trabalho também não é uma das menos machistas que existem e estar dentro da academia é um desafio para qualquer mulher. Sabe por que? Vamos entender juntxs:

Quantas não desistem pois precisam ficar pensando em qual roupa podem usar e se ofendem cada vez mais com as cantadas e comentários sofridos? Quantas de nós não foram aproveitadas de um momento que não sabiam de um exercício e o primata que estava treinando ao lado que por um sinal divino quis “ajudar”, e aproveitou para pegar na sua cintura, apertar melhor os seus braços rente ao corpo? Essas são situações que a grande parcela feminina dentro de uma academia sofre frequentemente.

Por fim, isso é só um pouco do que acontece quando as mulheres decidem invadir o espaço que “era” dominado pelos homens. O melhor de toda essa história é que uma coisa está muito clara: esse é só o começo! As mulheres tomam cada vez mais espaço e marcam território nesses campos até então masculinos. Que essa movimentação continue!
Karina Dias é jornalista, palmeirense aficionada e viciada em academia (natação e musculação). É repórter do Portal e vez ou outra vem até aqui nos dizer o que pensa do mundo.




Fonte: Educação Física  






NEO HARDCORE ACADEMIA

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