quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

O exercício influencia o apetite?

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A literatura atual sugere que o exercício físico pode efetivamente influenciar o apetite e, consequentemente, a quantidade de comida e de energia que ingerimos diariamente.


Também se sabe que existem hormonas, tal como a grelina, que incentivam à ingestão de comida, e hormonas como o peptídeo YY (PYY), polipeptídeo pancreático (PP) e GLP-1, que têm um efeito aneroxigénico, suprimindo o apetite.

O exercício influencia o apetite?

 

Uma meta-análise publicada em 2014 pretendeu determinar o efeito do exercício agudo no apetite e, para esse efeito, reuniu dados de 20 estudos nos quais participaram 241 voluntários, sendo 77.6% deles do sexo masculino.

Aqui os investigadores também tiveram em conta a intensidade, a duração, tipo de exercício, bem como as características dos voluntários.

Os resultados desta meta-análise indicam que o exercício tem um efeito pequeno a moderado nos níveis de várias hormnas que influenciam o apetite. Nomeadamente:

  • Uma diminuição de 16,5% da grelina.
  • Aumento de 8,9% do PYY
  • Aumento de 13% do GLP-1
  • Aumento de 15% do PP
Os investigadores afirmaram:
Uma sessão de exercício agudo pode influenciar o apetite suprimindo os níveis de grelina acilada ao mesmo tempo que aumenta os níveis de PYY, GLP-1 e PP, os quais podem promover alterações na ingestão de comida e bebida após o exercício agudo.

Outra meta-análise também refere que uma sessão de exercício pode suprimir o apetite durante 2-10 horas após o exercício e que esse efeito supressor é mais expressivo com o exercício de alta intensidade.

Por outro lado, também indica que os tipos de exercício mais exigentes em termos mecânicos  e que envolvem maiores gastos energéticos, como a corrida, parecem promover uma maior supressão do apetite.


Também refere que o apetite é influenciado pelo tipo, duração e intensidade, e também pelas características do indivíduo, nomeadamente a % de gordura corporal, nível de aptidão física, idade e sexo.(2)

Os investigadores concluíram:

Após uma sessão de exercício, os atletas esperientes sofrem supressão do apetite, enquanto os dados para mulheres são limitados e equívocos.(2)
exercício reduz apetite

Uma investigação mais recente verificou que o exercício físico agudo reduz os níveis da hormonas grelina e aumenta os níveis de peptídeo YY da mesma forma, tanto em homens como mulheres, observando-se ainda a ausência de qualquer mecanismo compensatório em termos de ingestão de energia.

Em comparação, quando os mesmos investigadores criaram um défice calórico através da restrição alimentar, observou-se um aumento de grelina, que aumenta o apetite, e níveis mais baixos do peptídeo YY, que reduz o epetite. 

Também verificaram que esses voluntários comeram quase mais um terço de comida numa refeição (num total de 944kcal), em comparação com outra ocasião em que o mesmo défice energético foi criado através do exercício (em que ingeriram 660kcal).

Estas descobertas contradizem estudos anteriores que sugerem que o exercício físico faz com que as pessoas – especialmente as mulheres – comam mais e confirmam que a prática de exercício físico pode, efetivamente, ser uma ferramente útil na perda de peso.


Os investigadores concluíram:

As nossas investigações demonstram que o exercício físico não aumenta o apetite nem o encoraja a comer mais – pelo menos não nas horas imediatamente a seguir.


Fonte: Musculação.Net 





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