sexta-feira, 27 de maio de 2016

Cross Training, o que é, como funciona e para quem é indicado

O Cross Training é uma modalidade que vem crescendo bastante e conquistado muitos adeptos. Veja neste artigo uma análise completa sobre a modalidade!

Cross Training 

O mundo fitness é repleto de novidades comerciais, que são criadas com o intuito de atrair novos adeptos. Muitas modalidades não apresentam mudanças conceituais profundas, mas prometem novos resultados. No caso do Cross Training não é isso que acontece no geral, mas em muitos momentos, ele se torna conceitualmente repetitivo em relação a outras modalidades similares.

Não que ele não seja efetivo ou que não possa ser praticado, mas precisamos entender que em dados momentos ele é mais do mesmo. Quando aplicado nas pessoas certas e da forma correta, o Cross Training pode trazer grandes resultados.

Mas para que isso seja possível, é preciso ter um conhecimento sobre o que a modalidade oferece e o que esperar destes treinos.

Mas antes disso, vamos entender o que é e como funciona o Cross Training!

Cross training, conheça esta nova modalidade!

Se apresentar um treino de Crossfit e um de Cross Training para uma pessoa leiga, ela provavelmente não verá muita diferença. Por mais que seus criadores e adeptos defendam que há mudanças conceituais, na prática, a base é muito parecida.

De forma geral, o Cross Training procura trabalhar com movimentos amplos, naturais e funcionais, para produzir mudanças adaptativas em termos de hipertrofia e emagrecimento. Ele não trabalha com movimentos isolados e nem com repetições infinitas do mesmo movimento.

É importante entender que esta é uma mudança conceitual muito importante que vem acontecendo em nosso meio. Durante muito tempo, o treinamento era focado em “isolar” diferentes segmentos e trabalha-los de forma segmentada. Hoje, depois de muitos estudos e experiências bem sucedidas, temos um grande aumento na procura por questões funcionais e por movimentos mais amplos, focados no desenvolvimento geral.

Falando especificamente do Cross Training, ele não tem movimentos específicos que são repetidos durante muito tempo. A adaptação ocorre justamente por esta “bagunça”. Movimentos funcionais, como agachar, empurrar, puxar, correr e saltar são a base deste método de treino.

Neste sentido, são usados muitos movimentos do treinamento de esportes coletivos e lutas. Por exemplo, o tradicional “trenó” do treino de futebol americano é amplamente usado no Cross Training. Da mesma forma, temos movimentos de diferentes esportes, que são adaptados para a utilização no Cross Training.

Cross training emagrece?

Uma das variações mais importantes do Cross training é que ele envolve a corrida também, o que não acontece em todas as modalidades similares. Desta forma, em termos de emagrecimento e funcionalidade, ele pode trazer melhores resultados.

Fora disso, não temos diferenças conceituais profundas em relação ao Crossfit, ao Cross Combat ou a modalidades similares.


Isso na prática significa que o Cross Training tem suas limitações e não pode ser praticado por qualquer pessoa.

Um processo de aprendizagem é fundamental para grande parte dos movimentos usados no Cross Training. Veja agora quem são as pessoas que devem evitar esta prática!
Cross training é para todas as pessoas? Depende!
Muitos profissionais vendem a ideia de que qualquer um pode praticar o Cross Training. Da mesma forma que já alertei sobre o Crossfit, vale a mesma coisa para o Cross Training.

Pessoas com limitações de amplitude de movimento, por exemplo, podem vir a desenvolver lesões ao realizar de maneira repetida e com sobrecarga, movimentos como o agachamento ou o levantamento terra.

Da mesma maneira, alguém que possua qualquer desvio postural, pode vir a ter problemas de lesões se realizar determinados movimentos. Para ficar mais claro, vou dar um exemplo prático.

Imagine que você tenha uma leve escoliose, que é o desvio lateral da coluna, que a faz tomar a forma de um S. Este é um problema muito comum e que grande parte das pessoas não sabem que possuem.

Apenas com uma avaliação funcional mais aprofundada é que poderemos ter este quadro explícito. Este leve desvio acaba não sendo um problema em si ainda, mas com uma prática errada, é possível que este quadro seja potencializado e venha a gerar lesões.

Este desvio lateral da coluna faz com que todas as articulações que se ligam ao tronco sejam afetadas e por conseguinte, todas as demais também.

Imagine que você vá fazer movimentos de LPO (levantamento de peso olímpico) com um quadro como este. É natural que uma porção lateral de seu core seja mais solicitada do que a outra. Com o tempo, as chances de ter problemas na região dos ombros, quadril, joelhos e tornozelos são muito grandes.

Não significa que o Cross Comabt seja contraindicado. Ele é uma pratica dinâmica e interessante, mas precisa ser feita com cuidado, principalmente por pessoas sedentárias ou iniciantes.

Além disso, um fortalecimento específico e acompanhamento de um bom treinador é fundamental para que você não desenvolva lesões por esta prática! Bons treinos!
Abaixo um vídeo com exercícios de Cross Training
 

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