terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

10 mitos sobre treinamentos

 
10 mitos sobre treinamentos

Tome cuidado para não acreditar nos mitos e prejudicar seu corpo!

Conversando sobre treinamentos e academia, é muito comum surgirem afirmações ou teorias sobre esses assuntos. Essas informações podem ser repassadas e tomadas como verdade, mas muitas delas não possuem nem comprovação cientifica.

Para isso, conversamos com Giulliano Esperança, personal trainer pós-graduado em fisiologia do exercício, de Rio Claro (SP), Diego Zanon, educador físico pós-graduado em fisiologia do exercício, de Vitória (ES), Rodrigo Rotta, professor da academia Reebok Sport Club, em São Paulo (SP), e Eduardo Netto, diretor técnico da rede Bodytech. Todos comentaram e esclareceram sobre 10 grandes mitos sobre treinamentos. Confira!

1 –  O ácido láctico está por trás da fadiga muscular
A fadiga muscular não tem causa única, envolve também questões ligadas ao sistema nervoso central, ao esgotamento dos estoques de nutrientes geradores de energia para a contração dos músculos e até à oferta de oxigênio. Mas a sua causa mais direta é o aumento da acidez muscular. O ácido láctico é um dos resultados dessa acidez e, por isso, por muitos anos foi relacionado diretamente à fadiga. A melhor maneira de diminuir a dor e o cansaço muscular extremo é fazer um aumento gradual e coerente no volume e na intensidade do treino, com a ajuda de um profissional.

2 – Exercícios aeróbios devem vir antes dos de força

Isso depende muito do objetivo de cada um. Se a ideia é melhorar o condicionamento cardiopulmonar, os aeróbios devem, sim, vir antes. Por outro lado, se o objetivo é aumentar a força e a resistência muscular ou promover hipertrofia, o ideal é trazer a musculação em primeiro lugar. Isso ajuda a preservar os substratos que são consumidos durante a prática da atividade física, evita os componentes ligados à fadiga muscular e melhora a performance no tipo de treino.

3 – Alongar antes do treino reduz as chances de lesões
Não existe nenhuma evidência científica que relacione as duas coisas. Na verdade, alguns pesquisadores já encontraram indícios de que alongar os músculos antes de suar a camisa pode desestabilizá-los, fazendo com que eles fiquem menos preparados para treinos intensos, especialmente os que envolvem pesos.

O objetivo desse tipo de exercício é melhorar a flexibilidade e nisso ele é, sim, um grande aliado de quem pratica atividades físicas, pois ajuda a evitar encurtamentos musculares que podem levar a compensações mecânicas dos movimentos e, por tabela, a lesões.

4 – Tomar banho de água quente ajuda a aliviar a dor muscular
Assim como no item anterior, não existe uma relação entre as duas coisas.  O desconforto é provocado por microlesões que acontecem nas fibras musculares durante a malhação e que geram um processo inflamatório. Como qualquer inflamação, é preciso um tempo para que ela seja tratada, e o banho quente não tem ação nenhuma sobre esse quadro.

5 –  Cãibra é causada pela perda de eletrólitos
Essa é apenas uma das causas da cãibra. Ela pode ser provocada também por falta de preparo físico, deficiências circulatórias, hipotermia, uso exagerado da musculatura e falta de hidratação ou de reservas energéticas provenientes da alimentação.

6 – Suar bastante é sinal de que a pessoa está treinando direito


O suor é apenas um sinal de que o corpo está fazendo a sua termorregulação, ou seja, está equilibrando a sua temperatura por meio da eliminação de parte do calor produzido durante os exercícios na forma de líquido. Suar mais ou menos não significa que você malhou da forma correta ou que está queimando uma quantidade diferente de calorias, pois isso depende de vários fatores, como a umidade do ar, o nível de condicionamento, a vestimenta, a aclimatização, entre outros.

7 –  Usar aparelhos de musculação é melhor do que trabalhar com peso livre
Depende de quem está treinando. Se for uma pessoa que está começando a praticar musculação ou não tem muita coordenação motora ou força muscular – adolescentes e idosos, por exemplo –, as máquinas são mais indicadas, já que elas oferecem mais suporte para a realização dos movimentos e ainda facilitam o aprendizado da execução dos exercícios.

A turma que já está acostumada a fazer esse tipo de treino pode optar por qualquer um dos dois, mas com os pesos livres acaba levando vantagem, pois trabalha mais os músculos sinergistas (que participam de maneira secundária do movimento, ajudando a estabilizar as articulações para que não ocorram movimentos indesejáveis durante a ação principal) e os estabilizadores (aqueles que ajudam a manter o corpo todo firme e alinhado durante o exercício).

8 –  É bom fazer massagem depois do treino
Por muito tempo, acreditou-se que a massagem era uma boa opção para ajudar a recuperar a musculatura. No entanto, estudos recentes mostraram que não é qualquer tipo de massagem que é bem-vinda após o treino.

Uma pesquisa realizada na Ontario’s Queen’s University (Canadá) revelou que os movimentos feitos com as mãos após o treino, mesmo que por um profissional, podem comprimir pequenas veias e piorar a circulação, ao invés de melhorá-la. Outro trabalho, esse feito na Ohio State University (EUA), mostrou que, se os movimentos forem feitos com a ajuda de aparelhos que realizam uma pressão uniforme, o benefício é real.

Além disso, existem especialistas que apostam em um tipo específico de massagem chamado liberação miofascial. Ela age sobre as fáscias, uma espécie de envelope feito de tecido conjuntivo que envolve todas as estruturas do corpo. A massagem atua para ativar o movimento muscular, melhorar a sua flexibilidade e estimular a circulação sanguínea na região, o que acaba melhorando também a recuperação.

9 –  Fazer exercícios aeróbicos em jejum ajuda a emagrecer
Esse tipo de treino, batizado de AEJ, tem sido cada vez mais utilizado nas academias. E isso é um perigo, pois, além de já ter sido demonstrado por meio de estudos que essa estratégia ajuda a diminuir o peso, já foi também comprovado que o AEJ pode ter até mesmo efeitos negativos sobre o metabolismo. Também pode fazer com que a pessoa passe mal e ainda levar à perda de massa muscular, já que o organismo vai procurar outras fontes de energia durante a malhação.

10 –  Quem malha com frequência deve investir em suplementos
Algumas dessas substâncias são bem-vindas na rotina de quem realmente pega pesado na hora de suar a camisa, como os atletas. O resto das pessoas não deve de forma nenhuma fazer uso desses produtos sem a orientação de um nutricionista, mesmo que seja uma inocente whey protein.

Quando consumidos em excesso ou indiscriminadamente, esses produtos podem provocar danos à saúde e até levar ao ganho de peso, já que podem acabar aumentando a soma de calorias ingeridas durante o dia. De forma geral, quem tem uma alimentação equilibrada e diversificada e pratica atividades físicas regulares e moderadas não precisa lançar mão de suplementos, a não ser que eles tenham sido indicados por um especialista.


Fonte: Sport Life.com

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