quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

TRATAMENTO CONDROMALACIA PATELAR

 
Em portadores de condromalácia patelar, verifica-se uma menor ativação do quadríceps femural (extensores do joelho) e uma maior ativação dos isquiotibiais (flexores do joelho e extensores do quadril), que pode ser um mecanismo compensatório do sistema de forças (Hess et al, 1996). Trabalhos também mostram uma neuroativação assimétrica entre os músculos do quadríceps (vasto medial e vasto lateral) que altera a tração na patela podendo ser a causa do início e do agravamento da lesão (Ruther et al., 1987). Visto que as estratégias mais efetivas para treinar os músculos mais atuantes na lesão (o vasto medial e o vasto lateral) são as que também treinam toda a cadeia dos músculos extensores, como os agachamentos e leg press, a literatura mostra que são os mais adequados. Sabe-se também que o trabalho desses músculos aumenta com a amplitude, logo, se um dos pontos mais importantes do tratamento é a recuperação da amplitude funcional da articulação, é incoerente acreditar que existam ângulos proibidos, principalmente, observando que os vastos lateral e medial são mais ativados em altas amplitudes, sendo tais estratégias fundamentais na prevenção e tratamento. Além disso, esses são os movimentos que se assemelham aos do cotidiano como sentar e levantar de uma cadeira ou saltar para alcançar um objeto.
 
Considerando que a lesão inicial é causada por algum tipo de estresse mecânico, a sua evolução está relacionada a um processo inflamatório crônico, várias estratégias podem ser interessantes. Um estudo (Qiu et al., 2009) comparou a termoterapia com o tratamento medicamentoso em grupos que praticavam também exercícios para a reabilitação e demonstraram que a termoterapia adicionada ao treinamento foi mais efetiva na redução das dores que o tratamento medicamentoso. 

VEJA ALGUNS VÍDEOS:
 





Texto: Junior Astucia
Edição: Gabriel Hammer

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