segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

NA MUSCULAÇÃO E NO TREINO DA FORÇA, TODOS PENSAM QUE SABEM TUDO… OU, PELO MENOS MUITOS PENSAM QUE SABEM TUDO


NA MUSCULAÇÃO E NO TREINO DA FORÇA, TODOS PENSAM QUE SABEM TUDO… OU, PELO MENOS MUITOS PENSAM QUE SABEM TUDO

A generalidade dos movimentos de musculação são muito simples, quando comparados com as habilidades motoras características de outros desportos. Isso é uma mais valia, pois consegue-se uma carga orgânica e local elevada, sem grandes necessidades de dispêndio de horas e horas a fio dedicadas à melhoria de habilidades motoras, para só depois poder aplicar maiores magnitudes de carga. No treino da força básica (ex. Powerlifting) embora as habilidades motoras se revistam já de uma maior complexidade, a verdade é que continuam a ser habilidades relativamente simples. Ora isto trás-nos outras desvantagens….


Na halterofilia, por exemplo, que não é treino de força pura (ao contrário do que alguns pensam), devido à elevada complexidade das habilidades motoras, toda a gente procura um treinador e mesmo atletas de elevada craveira internacional continuam a não prescindir do apoio de um treinador. Em modalidades desportivas como o Powerlifting, o “grip”, o “Bending” o Strong Man ou actividades como a musculação (seja associada ao Culturismo recreativo, seja noutro contexto qualquer), qualquer “espertalhaço” que já levantava uns “pesitos” em casa, lê meia dúzia de PDFs na internet e desde logo se julga e auto-proclama um grande entendido na matéria. Este fenômeno é mau, pois sem quaisquer noções de ângulos convenientes e não convenientes de báscula da bacia, alinhamentos segmentares (fundamentalmente intervertebrais), mecânica de interacção “diafragma / transverso do abdômen / soalho pélvico / recto do abdomen / quadrados lombares / Oblíquo (internos e externos) / erectores espinais (e restantes extensores da coluna vertebral) / glúteos / psoas ilíaco” e gestão da variação da magnitude da carga de treino, os pseudo-conhecedores arriscam-se a hipotecar não só a sua saúde, como também a dos que na internet ou pessoalmente acreditam neles e seguem os seus conselhos de treino.


No capítulo da gestão da variação da magnitude da carga, até que vão surgindo alguns artigos que chegam ao grande público com algum fundamento já (ainda que muito na onda de “aplicar a chapa cinco”…). Mas no que concerne a biomecânica, técnica de execução e adequadas estratégias didácticas de ensino/aprendizagem, o perigo continua real… a cada ano, quase a cada mês, surgem na internet pseudo-sabichões… E o pior é que, deficientemente, alguns demonstram levantar já cargas consideráveis (alguns, devido ao uso “secreto” de “certas ajudas químicas”), o que eleva o potencial de atracção para com os jovens que anseiam fortemente poder vir a alçar tais cargas o mais rápido possível. É preciso ficar ainda mais atento quando estes pseudo-sabichões se fazem acompanhar de alguma capacidade cognitiva, que em vez de ser usada para aprofundar conhecimento técnico, é usada para “furar por aqui e por ali”, ao serviço do seu desmesurado EGO). É importante que os profissionais da área da actividade física, de uma vez por todas, se organizem e criem uma ordem profissional que possa defender a magnificência da actividade física para a elevação da qualidade de vida das pessoas! 


Fonte: In Shape

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Arquivo do blog