quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Como funciona o Cutting na musculação?


Um treinamento de musculação bem planejado é mais do que apenas estipular exercícios e variáveis. Como estamos lidando com um ser humano, que tem uma série de questões que interfere diretamente nos resultados, temos que levar em conta diversos fatores. Um dos que mais afeta é justamente a dieta. Ela tem relação direta com os resultados de seu treino. O planejamento da dieta, se dá muitas vezes por períodos de cutting e de bulking.

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Esta é uma estratégia muito usada por atletas, mas que tem aplicações muito interessantes em amadores. De uma maneira geral, podemos dizer que o cutting é feito com redução das calorias ingeridas, para que haja uma maior utilização dos lipídios. Será a fase da “definição” muscular. Mas isso é mais do mesmo, pois você encontra esta informação em qualquer site. Mas aqui no Treino Mestre nós sempre buscamos o máximo de qualidade no que postamos, por isso, vamos aprofundar o assunto!

Cutting na musculação é mais do que apenas restringir calorias!

O cutting na musculação não é apenas uma questão dietética, mas sim um contexto, onde buscamos que o corpo mantenha o máximo possível a massa muscular, eliminando apenas as reservas de gordura, a fim de conseguir uma definição muscular maior.

Na teoria é muito fácil, mas na prática, muitas vezes este é um processo altamente complexo. Preservar massa muscular, com uma dieta restritiva, que deve induzir a lipólise, exige um acompanhamento multidisciplinar de um educador físico e de um nutricionista.

É preciso adequar as necessidades energéticas e a metodologia de treino. Como este é um processo altamente individual, não existem fórmulas prontas. Porém, existem alguns itens que devem ser respeitados, para que o cutting seja efetivo! Veja uma lista com os principais pontos a serem levados em conta no cutting:

1. Carboidratos, a parte mais difícil do cutting:
o senso comum preconiza que no cutting, a questão mais importante é cortar os carboidratos. A justificativa para isso é de que com a redução destes, teremos uma maior lipólise, pois o corpo vai ser “obrigado” a usar a gordura como fonte energética. Pois bem, nada é tão simples quanto parece…. Apenas cortar os carboidratos não é o suficiente em grande parte dos casos. Isso por que se a dieta não estiver totalmente equilibrada, o corpo vai usar os aminoácidos, presentes nos músculos, como fonte energética. Isso acontece por que a composição dos aminoácidos os torna mais rápidos para a geração de energia. Assim, apenas cortar carboidratos, sem que haja toda uma adaptação, não é o correto.

É preciso sim reduzir a quantidade deles, mas não apenas cortá-los. Existem estratégias específicas muito interessantes, como por exemplo, fazer uma dieta low carb em determinados dias e em outros, comer carboidratos normalmente. Na grande parte dos casos, cortar totalmente os carboidratos da dieta durante todo o cutting é uma estratégia equivocada! Mas tudo isso vai depender da estratégia!
 
2. Coma proteínas de maneira suficiente:
No geral, aumenta-se ou então mantemos a ingestão proteica em uma dita para cutting. Primeiramente, isso vai fazer com que a massa muscular alcançada seja preservada ao máximo. Outro ponto, é que nesta fase é preciso manter o metabolismo em alta atividade, para potencializar a lipólise. Dos alimentos que ingerimos no dia a dia, as proteínas são as que mais demandam trabalho de nosso organismo para serem digeridas. Com isso, temos um gasto calórico mais elevado e ainda preservamos o tecido muscular.

3. Não deixe os micronutrientes de fora:
Outro erro comum é não levar em conta a questão dos micronutrientes. Comer frutas, legumes e verduras é muito importante, inclusive no cutting. Sem eles, seu corpo entrará em déficit metabólico de diversas funções, o que vai prejudicar fortemente o processo de lipólise. Como a dieta nesta fase é controlada na questão calórica, é preciso ter um cálculo bem feito e uma distribuição adequada, para que seja possível inserir este tipo de alimento na dieta.

4. Evite o aeróbico de baixa intensidade:
Por mais que muitos atletas usem tal estratégia, muitas vezes ela não é a mais eficiente. Sem a intensidade necessária, teremos um treino concorrente, por questões de vias metabólicas. Com isso, o corpo tende a dar mais “preferência” para um deles. Por mais que sua dieta esteja restritiva, prefira os exercícios aeróbicos mais intensos, para que o processo de lipólise seja potencializado.

5. Tome cuidado com as cargas de trabalho:
Seu corpo está em déficit energético, portanto, seu treino precisa ser adaptado. Em grande parte dos casos, usamos apenas cargas submáximas nesta fase, para fins de manutenção. Se usarmos um treino muito intenso, como há pouca oferta de energia, temos um processo de catabolismo no tecido muscular mais acentuado. É preciso ajustar o treino para a sua dieta!

6. Esta é a hora de fazer ajustes:
Cutting não é o momento de buscar a hipertrofia, mas sim, de corrigir alguns problemas. Muitas vezes, usamos o cutting para corrigir pequenas assimetrias e melhorar pontos fracos. Mas isso só é viável se forem pequenos ajustes, pois a capacidade de gerar hipertrofia estará reduzida nesta fase.

7. Descanse:
A tendência é que você se sinta mais cansado e desgastado nesta fase, devido a dieta mais restritiva. Neste sentido, o descanso se torna ainda mais essencial, para que ocorra a recuperação tecidual.

8. Tome cuidado com os termogênicos:
Muitas vezes as pessoas abusam do uso de termogênicos nesta fase. É preciso tomar um certo cuidado, pois pelo fato de ele conter substâncias estimulantes, pode prejudicar o descanso. Além disso, ele pode causar problemas mais sérios, se tomado de maneira irresponsável.

O cutting é uma fase onde buscamos dar mais qualidade ao que já foi conquistado. A dieta se torna mais restritiva e com menos espaço para deslizes. Por isso, é preciso que esta fase não seja excessivamente longa e que ela seja bem planejada. Conte sempre com a ajuda de profissionais! Bons treinos!



Fonte Treino de Mestre

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